quinta-feira, 21 de outubro de 2010

"Comer, comer, comer" é melhor que "Comer, rezar, amar"


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Eis que fui ver esse filme que anda sendo tão comentado nas últimas semanas. Bom, Julia Roberts sempre "muito boa" (em todos os sentidos) vale à pena e o filme (embora não seja uma coca-cola) está me rendendo esse post aqui, então valeu de alguma forma, isso fora o fato de que como assisti made 0800, com ingresso gratuito, não causou ônus ao meu bolso. Eu, particularmente não pagaria para ver um filme desse, mas enfim, gosto não se discute, se lamenta...rs. E eu lamento que uma bobageira dessa tenha virado best seller e provavelmente seja campeão de bilheteria. Mas enfim, vamos ao filme...
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O filme é uma autobiografia de Elizabeth Gilbert (interpretada por Julia Roberts, estéticamente magistral, hehehe) que provavelmente num ataque muito forte de TPM depois de se separar do primeiro marido que a esnobava [e tem uma crise muito estranha na audiência de divórcio, mas oportunamente se omite na hora de ficar com todos os bens dela] e de se sentir insatisfeita com um novo namorado "garotão-budista-ator decadente de teatro" (James Franco), resolve tirar um ano de folga (isso porque ela não tem mais dinheiro e mora de favor na casa da melhor amiga e editora de seus livros!) na Itália onde ela irá se empanturrar de massas [comer], na Índia onde ela irá fazer meditação entre cochilos e mosquitos [rezar] e em Bali onde ela irá encontrar uma nova paixão (Javier Barden) [amar].
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A proposta do filme/livro é mostrar uma mulher que sai pelo mundo em busca de Deus, equilíbrio e auto-conhecimento/auto-controle para lidar com as frustrações do dia à dia. Uma mulher que sente que precisa primeiro aprender a se amar para depois amar a um outro alguém. Uma mulher que busca não ser mais refém de um relacionamento, anulando-se, sofrendo ou vivendo infeliz somente para não ficar sozinha. Ok, é em si toda a falação tearapêutica moderna da qual as mulheres em TPM se referem. O problema é que o roteiro e a história são muito sem noção e por isso o filme se torna risível.
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Estaria mais para: "mulher desesperada com dor de cotovelo, sai tresloucada e estressada por 3 cantos do mundo, comendo insaciávelmente até não entrar mais nas calças jeans, rezando o modismo da hora e catando um homem exótico latinoamericano que lhe seja caliente e resolva seu atraso seuxual!"
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Aliás, é muito engraçado como os norte-americanos nos representam: os brasileiros falam 'portunhol', ouvem MPB desconhecida, comem comidas exóticas (chilli, por exemplo, rs, mesmo sendo mexicano), são extremamente emotivos/passionais e piégas (bregas), apaixonados por futebol e muito viris. Só faltou dizer que todos praticamos também o vudú. Ou seja, somos uma mistura de todos os países da América latina porque eles não conseguem nos diferenciar de argentinos, uruguaios e demais vizinhos, então ficamos todos "juntos e misturados".
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Mas em si o filme deixa muitas pontas soltas: porquê esse roteiro turístico especificamente? De onde ela tira dinheiro para isso (ela ainda nem tinha escrito um best seller)? Ela procura a ela mesma ou assume a referência religiosa do namorado? Nesse sentido quem é ela de verdade? E no final, ela quer mesmo é se apaixonar, então, ela quer mesmo é um homem na vida dela! Ora, rodar 3 lugares díspares para achar o que ela não havia encontrado em New York? Melhor seria ela ter vindo logo para a América Latina, para o Brasil, rs. Com a cotação dollar/real, ela economizaria dinheiro e iria "comer, rezar, amar" muito mais e melhor.
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Se fosse comigo [embora eu felizmente como homem não sofra de TPM], eu passaria os 12 meses na Itália só comendo. Comeria 3x. Comeria as massas, comeria a hóstia, comeria as italianas. Ou seja, eu iria "comer, rezar, amar" do mesmo jeito, só que tendo o Coliseu como paisagem da janela e dispensaria o repelente de mosquitos e o estilo bife-a-milanesa das praias de Bali.
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É um filme romântico, para platéias cheias de mulheres, velhinhas e casais (com as namoradas obrigando os guris a assistirem as mais de 2h desse filme bem mocoxô). Mas sinceramente as únicas coisas que se salvam, além da Julia Roberts, é fotografia do filme e a trilha sonóra. Tirando isso, é um daqueles filmes que pode-se esperar para assistir qualquer dia desses numa Tela Quente, Super Cine, Sessão da Tarde ou se comprar o DVD em banca de jornal ou nas Lojas Americanas por R$9,90.
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Mulheres...tcs, tcs, tcs. Correm tanto buscando a si mesmas para no final terminarem se encontrando nos braços de um de nós a quem tanto criticam e responsabilizam por seus sofrimentos. Quem pode entendê-las? Só mesmo, "comendo, rezando, amando". rs.
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Um comentário:

  1. PARABÉNS!!
    Até que fim eu vejo uma ideologia concreta... Vlw por apresentar sua opinião em meu blog, isso é muito bacana!!
    Gostaria muito se vc sempre mostrasse seu ponto de vista.
    Obrigado

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