sábado, 20 de agosto de 2011

Delírios Femininos do Absurdo

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Sabadaço e eu em casa, sem muitas opções na TV por assinatura, com namorada em reunião familiar, acabei me rendendo a ver o deplorável "Sex and The City II". Como eu já tinha antecedentes criminais por ter visto o primeiro filme [que tem até uma crônica aqui] resolvi ter um deja vú insano.
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Well, o filme começa com a horrorosa Sarah Jessica Parker [que parece viver em contínuo estado de anorexia] contando quando chegou a New York e como conheceu suas três melhores amigas. Aí mostravam as grotescas imagens delas no passado e a melhora botóx consubstancial no presente. Isso porque uma delas parecia um tipo de mix prostituta louca com visual Cindy Lauper.
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E então há um casamento gay [literalmente gay, com cisnes, ponte sobre lago, cantores vestidos de branco, "noivo de branco', Lisa Minelli "casando os noivos" e depois cantando e dançando Beyoncé - eu achei que ela fosse se quebrar toda, afinal ela deve ter uns 80 anos!] e a protagonista de smoking preto como "padrinho" do casório e usando uma coroa muito trash que parecia roubada de alguma bruxa má de desenho animado.
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Do casamento várias situações vão se intercruzando: a crítica de uma convidada ao fato do casal de protagonistas não querer ter filhos [como se fossem alienígenas], e na noite do casamento que passaram no hotel tiveram que aguentar a gritaria de uma das amigas loucas fazendo sexo selvagem e o choro caótico da filha bebê da outra amiga infernizando a situação [nesse momento ficou claro que a opção por não ter filhos mostrou-se a mais acertada escolha do filme todo!].
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Então, no almoço do dia seguinte passa-se à apresentação da babá irlandesa das filhas de uma das amigas, que chega correndo com os seios balançando voluptuosamente - já que a guria estava sem sutiã [e posso dizer que foi excitante] - e isso coloca caraminholas na cabeça das outras amigas que tentam abrir os olhos da tapada que "nem tinha percebido". Putz! Será que ainda existem mulheres que contratam babás gostosérrimas e não percebem até serem alertadas pelas amigas? A partir daí a guria passa o filme todo neurótica - surpreende a cena da babá e o marido dando banho na bebê na banheira e o chuveirinho molhando a camiseta e a guria e o marido da outra rindo como se fosse muito natural aquela transparência semi-nua de bicos dos seios rijos aparecendo [mais uma cena excitante]. Embora eu ache que o marido dessa guria desde o primeiro filme tem todo jeito de gay e não entendo como ninguém do filme percebe!!!
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Paralélo a isso ainda tem a amiga ruiva advogada que é tolhida pelo sócio à todo momento e resolve pedir demissão e agir de forma feliz como se fosse encontrar um emprego como o que tinha antes no dia seguinte ao invés de se impor e garantir seu lugar na empresa. Ora, se é um filme para afirmar a liberação feminina, essa história só reforça a sujeição ou a desistência. E ainda passa aquela mensagem de que mulher casada e com filho não pode ser uma trabalhadora bem sucedida.
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Já a protagonista vira uma chata de galocha no casamento com o Big. O cara de canalha mulherengo virou um marido caseiro que quer ficar em casa deitado no sofá, lendo jornal ou assistindo tv depois de um dia exaustivo de trabalho, pedindo comida e relaxando. Mas a megéra briga com o cara porque ele tá com o pé calçado no sofá, reclama da comida de entrega e o quer forçar a ir pra restaurantes, premiéres de filme, enfim, viver na badalação. Isso leva o cara a querer "folga de dois dias" do casamento, ou seja, que cada um fique num lugar seu [apartamento ou hotel].
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E a louca do sexo selvagem entra parafuso porque vai pro Oriente Médio com as amigas e tem suas pílulas de hormônio apreendidas no aeroporto e fica desesperada tendo uma crise que parecia mais com TPM do que com menopausa.
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E aí a protagonista ao sair com as amigas pra fazer compras no mercado público local vestida com uma roupa ridícula num saiote alá vestido saído dos bailes de "E o vento levou". Se aquilo é moda, sinceramente algumas mulheres deveriam se preocupar, porque "afasta os homens"! E é claro que a protagonista horrenda ainda encontra um ex-namorado como se ela fosse a pessoa mais gostosa da face da terra e todos os homens se encantassem por ela [ô égo!].
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Fora isso ainda tem uma cena totalmente dispensável de uns caras de um time australiano de rugby tomando banho na piscina do hotel com o pinto duro e as gurias "comendo-os com os olhos".
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Elas enchem a cara de champagne, flertam com os caras que aparecem, cantam que nem "Pollyanas" no karaokê local, comportando-se como vadias. É realmente uma lástima!!!
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A protagonista ainda se acha injustiçada quando recebe uma crítica do New York Post ao livro sobre casamento que ela escreveu. Como se uma pessoa visivelmente com tão pouco intelecto e tanta superficialidade fosse capaz de escrever livros de qualidade.
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Juntando as quatro não completa uma, ou seja, nenhuma das quatro gurias vale à pena e muito menos suas histórias insignificantes narradas em tom de grandiosidade nesse filme "água com açúcar" sem noção. Nem o "Comer, Rezar e Amar" com a Julia Robert [que ao menos vale o filme só em vê-la, mesmo loira] é tão ruim.
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Paro por aqui a crítica no meio do filme enquanto algumas das protagonistas estão entre a bebedeira e a crise depressiva escandalosa. Sem maiores comentários e esperando não me suicidar antes do The End, ansiosamente aguardado.
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Em tempo, por isso que homens detestam acompanhar namoradas ao cinema para ver esse tipo de filme. Nessa hora até "Mercenários"com Sly é mil vezes melhor. Ao menos tem ação, explosão e não tenta passar "mensagens subliminares inconsistentes de vida".
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Fuiiii!!
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PS: E não é que ainda teve traição da protagonista beijando o ex-namorado, o Big sendo surpreendentemente magnânimo e perdoando a horrível Sarah Jessika Parker e ainda com síndrome de "corno feliz" presenteando-a com um anel de diamante negro. Ah e como solução de happy end para o casal da bebê irritantemente chorosa, a babá era lésbica! Há! Só num mundo Pollyana! A música final foi "True Collors" de Cindy Lauper. Ninguém merece!!! Troféu Framboesa duplo!!!

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