
Quem já assistiu à série "Two and a Half Men" transmitida na TV à cabo pelo Warner Chanel já teve a oportunidade de rir com as situações extremamente absurdas e insólitas vivenciadas pela família Harper. Mas algumas análises interessantes do propalado machismo aqui apregoado e defendido com unhas e dentes podem ser apreendidas dessa série que já é um "clássico" e modelo para machistas "sem caráter", nenhum pouco bonzinhos.
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Para quem ainda não conhece vou dar uma mini-flashback e situá-los. Charlie Harper é um músico [de jingles] solteirão na casa dos 40 anos que vive de farras, bebedeiras, conflitos com a mãe. Quando seu irmão Allan se separa da esposa Judith, pede guarita à Charlie pois está sem posses e desempregado [a ex-mulher come a pensão, a casa e outras regalias como em boa parte dos casos da vida real]. Além de que traz na bagagem o filho pré-adolescente "Jake".
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Ao longo de várias temporadas acompanhamos o mau caratismo de Charlie, de Allan que mesmo com o "estígma" de fracassado não perde uma oportunidade de "se dar bem" e vive "encostado no irmão", além de Jake "o pequeno aprendiz" que não consegue fugir ao meio formativo em que vive.
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As personagens femininas são destaques à parte: a mão de Charlie é uma figuraça! Totalmente louca, egoísta, supérfula, manipuladora, consumista...enfim, uma mulher como a maioria! rs. A ex-esposa Judith é autoritária, grosseira e depreciadora, optou certamente por casar com um homem fraco para poder dominá-lo até a exaustão e depois cuspí-lo fora...uma mulher como a maioria, rs.
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A grande vingança, e assunção da honra masculina está na figura de Charlie, um garanhão que traça todas que aparecem à sua frente sem preocupar-se com nível de inteligência ou sentimentos da referida guria da vez. Assim, é um "ficante profissional" e troca de mulher como troca de camisa de golf.
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Nas últimas temporadas porém ele parece ter encontrado o amor com Chelsea, uma mulher forte, objetiva, inteligente, mas também profundamente manipuladora e dominadora. Desse modo, vivem em conflito, em ídas e voltas, namoram, terminam, ficam noivos e não se sabe bem se ficarão juntos e chegarão ao altar. Parece ser a "maldição" dos homens Harper encontrar pelo caminho mulheres manipuladoras e dominadoras. As gurias que estiverem lendo esse texto então podem dizer: - "Ah! Mas o Charlie é um canalha, logo, só mesmo uma mulher assim para colocá-lo na linha!".
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Bom, na verdade Charlie e Allan, em suas canalhices são fruto da criação de uma mãe - "mulher" - muito mais canalha ainda, então foi uma mulher que deu ao mundo feminino o rei dos canalhas, por isso não há reclamação à ser feita, uma vez que a educação de base é normalmente conferida pela mãe.
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Charlie é sem dúvida o rei dos canalhas, machista, grosseiro, egoísta, irônico, promíscuo, inteligente, bem humorado, mas também tem lá alguma qualidade afinal em alguns momentos percebe-se um fio de afetividade e preocupação com seus familiares e Chelsea.
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No final, todo canalha tem um lado bom, mesmo que esteja bem escondido e pouco se revele. De qualquer modo, as mulheres o adoram, porque afinal, homens fracos e bonzinhos cansam. Os romances com Charlie têm data de validade, mas são na maioria das vezes inesquecíveis para as moçoilas que não param de orbitá-lo.
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