.Desde que a saga "Crepúsculo" de Stephanie Mayer fez sucesso com livros que viraram filmes [estes últimos não tão bons], a onda dos vampiros invadiu o cotidiano das moçoilas apaixonadas. Se outrora elas compravam Bia, Julia, Sabrina e Bianca nas bancas de jornal para sentir o fulgor dos momentos de tensão e tesão sexual de personagens que sempre viviam os mesmos dramas ["moça que se apaixona por cara frio que se mostra apaixonado e no meio do caminho sofrem pra caramba por desencontros até ficarem juntos"] em cenários diferentes [praia, colina, alpes, floresta...] os sedutores da modernidade passaram a ser os outrora outsiders e nesse filão "Crepúsculo" encontramos vampiros, lobisomens até chegarmos à onda mais atual: anjos caídos.
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Nunca foi tão "In" ser um "outsider". Principalmente quando os outsiders trazem em si as mesmas características que há anos encantam as mulheres: beleza, sexy apeal, masculinidade, força, personalidade, ironia, inteligência, independência [financeira também], mas com um toque especial de frazê-las sofrer pelo amor que vivenciam como uma aventura permeada de sombras e luz, de maldade e bondade [nem sempre tão claras], de mentiras e verdades [com seus limites sempre muito tênues].
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E é deles que elas gostam mais. São eles seus soulmates. São eles os anti-heróis da pós-modernidade para quem dos feromônios femininos entram em ebulição.
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Depois de "Hush, Hush" e "Fallen", uma orda de anjos tem literalmente "caído" nas livrarias. Agora o mais novo sucesso é "Halo", com três anjos que vêm à terra para proteger a humanidade das forças do mal e acabam se envolvendo com os prazeres da carne. Nem preciso dizer que essa "moda" não está agradando nem um pouco os fanáticos religiosos do cristianismo, assim como também se incomodaram com o bruxinho Harry Potter há tempos atrás.
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Mas sem entrar no mérito da escrita dos livros, a questão é que mais uma geração de mulheres, da pré-adolescência à fase adulta são conduzidas a idealizar seu "príncipe" que agora não é mais encantado, mas sim amaldiçoado, com uma luta interior entre o bem e o mal, para adentrar seu carro importado e lhe tirar o fôlego com um beijo excitante. É o canalha bonzinho que continuará a permear seus imaginários, arrancando suspiros em meio à paixão coletiva.
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Eis que o mundo se move e as gurias continuam cometendo os mesmos erros, ou acertos, vai saber.
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