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Há umas 3 semanas a Fox começou a transmitir a série "The Walking Dead", afinal se está na moda ser um outsider, contar histórias de zumbis também está no menu do dia. Assim, a série relata a tentativa desesperada de alguns 'ainda' humanos vivos em sobreviver num mundo pós-febre e cheio de 'mortos andantes' [zumbis] que só morrem de verdade com tiro ou flechadas no cérebro e comem carne humana, mordem e transformam outros em zumbis.
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Mas porque estou aqui falando dessa série que já está indo para seu 4º capítulo? Bom, como aficcionado por séries de tv paga, lá estava eu acompanhando a história e os personagens, dentre eles o 'mocinho' Rick Grimes, é um ex-policial [alá cowboy] que leva um tiro, fica em coma e acorda no meio do caos, com vários 'mortos-vivos' ao redor, procurando a família [esposa Lori e filho Carl]. Entretanto, no segundo capítulo qual não é minha surpresa quando a esposa de Rick que está refugiada em um acampamento nas montanhas com um grupo de sobreviventes transa selvagemente com um dos caras de lá "literalmente" no mato.
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Daí no terceiro capítulo quando o marido chega ao acampamento a criatura corre para o mesmo, cheia de amores, o abraça e passa a noite com ele na barraca, transando e choramingando que achava que ele havia morrido, mas nada conta sobre o 'casinho'. No dia seguinte tem uma discussão, 'se achando cheia de razão' com o ex-amante [Shane] colocando-o no lugar dele, sendo que este era o melhor amigo do marido dela e ela o acusa de tê-la enganado dizendo que Rick estava morto.
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Ou seja, primeiro, o 'mocinho' é o babaca chifrado pela esposa com o melhor amigo. Segundo, o dito 'amor' não durou muito tempo aos chamados da carne e logo ela foi se 'consolar' com o líder do grupo que está mais para bad boy do que para mocinho. E depois se faz de "Maria arrependida" e muito preocupada com o marido que voltou - puro cinismo - sem se achar uma traidora ou ter a consciência culpada dos seus atos. Não, ela culpa o amante e não a escolha que ela fez de sequer esperar um luto mais demorado e se deitar com o primeiro canalha que exalou testosterona ao seu lado.
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É uma ficção, mas com elementos das relações humanas apreendidos da realidade e o fato é que hoje em dia, na pós-pós-liberação sexual feminina, cada vez mais o que importa não é amor ou fidelidade ou respeito, mas apenas sexo. Elas falaram tão mal de nós homens e hoje reproduzem o mesmo comportamento outrora criticado, como o gato que senta no próprio rabo para falar do rabo dos outros gatos. Não sei até que ponto isso é liberdade, autonomia/independência ou um aprisionamento delas deixando de ser diferentes em delicadeza e sensibilidade, para serem iguais em distanciamento e canalhice. No fim, todos nós perdemos e esse tipo de mulher, sinceramente, não acho que seja especial, mas sim seja mais um número na multidão daquelas pessoas que não fazem qualquer diferença para melhorar a vida cotidiana.
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O mundo está mudado, agora os homens se preocupam mais em cuidar delas e elas se preocupam mais em cuidar delas mesmas. Egocentrismo feminino? Lei do reverso? Talvez, mas nota-se um vazio grande na alma feminina e uma banalização de seus corpos e sentimentos, e eis a mulher do século XXI, e eis a mocinha 'exemplar' do The Walking Dead.
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